Manter código legado é um exercício de paciência e, ocasionalmente, de puro masoquismo. Você olha para aquela função de quinhentas linhas e pensa em como o autor original ainda está solto por aí. O susto vem quando você percebe que o autor era você mesmo, três anos atrás, antes de aprender que linting não é frescura de quem tem TOC.
Aplicamos regras rígidas para garantir que o código seja legível e sustentável, mas tratamos nossa rotina como um script de shell escrito às pressas e sem permissão de execução. Sua carreira tem code smells. Aquela procrastinação crônica é um débito técnico acumulado que você finge que não existe. Reuniões inúteis são redundâncias que deveriam ter sido removidas na última sprint.
Você precisa de um linter para sua vida profissional. Algo que aponte as inconsistências entre o que você diz que quer e o que você realmente entrega no final do dia.
Refatorar hábitos dói tanto quanto mudar a arquitetura de um monolito gigante em produção.
Mas o caos tem um custo. A ordem constrói uma linguagem comum que facilita sua própria evolução.
Se você não consegue explicar seu processo para um júnior, seu processo está quebrado. Eu mesmo luto contra funções internas que deveriam ter sido depreciadas há tempos. É difícil admitir que sua lógica de priorização está cheia de condicionais desnecessárias.
Limpe o ruído. Padronize as entradas e saídas do seu tempo.
O sucesso não é um commit gigante e heroico no final do projeto. Ele é a soma de pequenos commits limpos, validados por um linter comportamental rigoroso que não deixa passar gambiarra na sua evolução.